O lugar da repetição é onde te encontro,
E tu, distante. Feliz, mas noutro lugar.
A vida é este tempo desencontrado,
um novelo, uma corda apertada, com nós,
finita.
Passou o nosso tempo. Talvez.
Veio a noite e o dia.
E tudo se repete.
Há distância,
mesmo contigo aqui.
Escrevo-te, porque as palavras não são para dizer.
São palavras para guardar, embrulhadas, dentro de caixas, em tempos paralelos.
Desencontrados.
Perdemos a oportunidade. Talvez.
A vida é isto mesmo, uma montanha de tempos paralelos, onde nos perdemos.
Onde nos encontramos.
E estamos aqui, de novo, no lugar do silêncio, entre nomes, lugares e palavras.
Tinha saudades.
Decidi escrever-te, enquanto é cedo,
enquanto é dia.
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